Sobrados e mucambos, obra para ser lida comendo pipocas
É possível dizer do passado o mesmo que Proust escreveu sobre o mundo: ele está sendo sempre recriado pela arte. E, assim como a arte, a história que Gilberto Freyre conta tem muito de narrativa, estética, impressão, memória e romance. Por sinal, a técnica de romance, ou do drama, é amplamente desenvolvida pelo autor em Sobrados e mucambos (Global, R$ 70), publicado pela primeira vez em 1936 e agora recebe bela edição comemorativa de 70 anos. Interessante é que nesse mesmo ano saía Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda; outro marco do pensamento social brasileiro. No entanto, se no livro do historiador ficam evidentes a importância da cronologia e da amarração temporal, já no caso da obra de Freyre não parece haver compromisso com qualquer organização desse tipo.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta



