Um retrato correto, que acaba sendo fiel demais
A melhor palavra para descrever a biografia de Milton Friedman, Milton Friedman: a biography (Palgrave, 272 pp., R$ 27,95), escrita por Lanny Ebenstein e concluída poucos dias antes de ele morrer, em novembro, é “econômica”. O biografado certamente contabilizaria isso como uma virtude. Friedman era um professor que, ao dar notas, não lia além das primeiras mil palavras do examinando; que viveu em relativo conforto, na medida de suas posses, mesmo durante a Grande Depressão; e que certa vez resumiu sua visão capitalista a apenas três palavras: propriedade privada livre. Os leitores talvez esperassem um pouco mais de recheio na empada. Faltam ambição e substância à biografia escrita por Ebenstein. É boa leitura, porém.
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