Salônica: uma cidade diferente
Uma cidade em que se sobrepõem, na arquitetura, nos costumes, na religião e na língua falada nas ruas, a herança dos impérios grego, romano, bizantino e otomano. Uma cidade em que, durante cinco séculos, conviveram cristãos ortodoxos, judeus e muçulmanos. Um centro comercial pujante, um porto movimentado no cruzamento mediterrâneo entre a Europa, a Ásia e a África. É sobre os destinos desse lugar fascinante que se debruça o historiador Mark Mazower em Salônica – Cidade de fantasmas: cristãos, muçulmanos e judeus – 1430-1950 (Companhia das Letras, 592 pp., R$ 68, trad. Ivo Korytowski). O autor se concentra especialmente no período que vai de 1430, data da tomada da cidade pelos otomanos, a 1950, quando se conclui a “limpeza étnica” que restaurou a hegemonia grega sobre o lugar.
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