A pena da galhofa e a tinta da melancolia
Riso e melancolia, de Sergio Paulo Rouanet, a ser lançado na próxima semana pela Companhia das Letras, reúne e analisa quatro obras que bebem na fonte transgressora de Laurence Sterne: Jaques, o fatalista, de Denis Diderot; Viagem em torno do meu quarto, de Xavier de Maistre; Viagens na minha terra, .de Almeida Garrett, e Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Da analogia, o pensador extrai a estrutura comum que fixa a forma shandiana e conclui que o caminho mais criativo da estrada aberta por Sterne é trilhado pelo brasileiro: “Machado ilumina a interpretação da própria obra”, encanta-se Rouanet. “E é sobretudo genial ao apropriar-se de um livro do início do século 18 para definir o que é moderno até hoje”, disse na entrevista concedida ao Jornal do Brasil.
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