Fora da ordem
“Por que pretendemos ser mais modernos que os supostos modernos, aqueles que inventaram a modernidade?” A questão, proposta pelo antropólogo Otávio Velho, 65, professor emérito do Museu Nacional, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), pode servir para amarrar boa parte dos artigos reunidos em seu novo livro, Mais Realistas do que o Rei – Ocidentalismo, religião e modernidades alternativas (Topbooks, 383 pp., R$ 45,90). Parte da resposta é que no Brasil, como em vizinhos latino-americanos, foram construídas “modernidades de redoma”, ele diz, que serviam ao final para distinguir e estabelecer hierarquias sociais. Na entrevista concedida à Folha, Otávio Velho fala sobre o modo reverente como lidamos com as instituições da modernidade.
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