Um passado presente
Passou quase despercebida a apresentação, feita semana passada, do relatório final da comissão interministerial encarregada de identificar o paradeiro dos mortos e desaparecidos na Guerrilha do Araguaia. Para especialistas ouvidos pelo Prosa & Verso, no entanto, a relação do governo brasileiro com a história do regime militar e com as próprias Forças Armadas ainda é marcada pelo temor e pela indefinição de papéis, como demonstra a recente crise com a Aeronáutica, cujo comandante teria se sentido desautorizado pela entrada do presidente Lula na negociação com os controladores de vôo em greve. O historiador José Murilo de Carvalho, autor de Forças Armadas e política no Brasil (Jorge Zahar) diz que por trás da aparente “normalidade” há duas questões mal resolvidas: as insatisfações dos militares com seu orçamento e a falta de representatividade do Ministério da Defesa.
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