No centenário, um novo Rebelo
Até agora, o grande não-acontecimento literário de 2007 foi o centenário de Marques Rebelo. À exceção de uma exposição na Academia Brasileira de Letras – instituição que ele ironizou e mais tarde integrou – e de uma aulaespetáculo dedicada a ele por Ariano Suassuna, não se sabe de nenhuma iniciativa para lembrar os cem anos de nascimento do escritor, que se completaram no dia 6 de janeiro. Crítico de música, cinema e artes plásticas, diretor de rádio, cronista, poeta, contista, romancista e torcedor do América, Rebelo era um homem baixinho e agitado. Grande bebedor de café, era bom contador de casos e ainda melhor escritor. Há títulos de Rebelo nas livrarias, em boa parte graças à sua adoção em cursos escolares e universitários.
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