Virginia Woolf e uma quase fisiologia da leitura
Com o proverbial atraso de quase 80 anos – uma das características, aliás, desta incurável República das Bruzundangas -, acaba de sair, com seleção, tradução e notas de Luciana Viégas, preciosa reunião de textos sobre literatura. O autor? Ninguém menos do que Virginia Woolf, seguramente um dos maiores nomes da ficção de língua inglesa. Trata-se de O leitor comum (Graphia), publicado originalmente pela Hogharth Press. Editora criada sobretudo para dar vazão à criatividade não pequena dos assíduos freqüentadores do célebre círculo de Bloomsbury, que reuniu, em Londres, em torno de Virginia e o marido Leonard Woolf, alguns dos mais expressivos nomes da intelectualidade inglesa das primeiras décadas do século passado. De E.M. Forster a Lorde Keynes, de Katherine Mansfield a Bertrand Russell e Ludwig Wittgenstein.
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