Três invenções do Japão
Quando o crítico palestino Edward Said escreveu que o Oriente era uma invenção do Ocidente, ele se referia principalmente ao modo como os europeus pensavam os povos árabes. Seu diagnóstico, no entanto, é aplicável também às representações ocidentais de países mais a leste da Europa. A idéia de uma diferença radical, que tornaria a cultura japonesa quase incompreensível, já motivou diversas tentativas de “decifração”. Das mais abrangentes, como o clássico O crisântemo e a espada, da antropóloga Ruth Benedict, às assumidamente fragmentárias, como O império dos signos, do francês Roland Barthes. No Brasil, apesar da imensa colônia japonesa em São Paulo, a aproximação cultural com o Japão tem sido episódica. O Globo entrevistou alguns autores que têm escrito livros sobre o assunto, como Adriana Lisboa e João Paulo Cuenca.
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