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Chacal abandona o mimeógrafo e é redescoberto

23 de julho de 2007
1 min de leitura

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O livro, ponto de chegada de uma produção de três décadas e meia, se chama Belvedere (Cosacnaify, 384 pp., R$ 55) – “um lugar a que você vai para ver a vista” -, mas podia bem ter por título Muito prazer, Ricardo, número dois. O “número um” foi o livro de estréia, em edição mimeografada, do poeta Chacal, em que se apresentava em 1971 com seu nome “civil” no título e um programa de ação disfarçado de saudação e cumprimento. Seus poemas curtos, de inspiração na leitura que o garoto de Copacabana fazia de Oswald de Andrade, e seu “modo de produção” independente das grandes editoras influenciaria uma geração de escritores, que já produziam ou que descobriam então a poesia, nos anos que se seguiram.

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