Terror e miséria unidos pela bomba
Há quatro anos o jornalista norte-americano William Langewiesche estava sentado em Bagdá pensando num texto que deveria escrever para The Atlantic Monthly sobre Saddam Hussein. Sobreveio, então, a dúvida se devia ou não embarcar na paranóia americana. Langewiesche comentou com colegas da revista que o editorial cometia um erro ao demonizar a figura do ditador. Eles estranharam a reação e perguntaram a razão dessa dúvida. Langewiesche respondeu que demonizar Saddam e o Terceiro Mundo pela aquisição de armas nucleares só ajudava a direita dos EUA a pedir mais dinheiro para guerrear, ameaçar os direitos civis e alimentar o racismo em nome da liberdade. É sobre isso que trata o livro que Langewiesche veio lançar no Brasil, Bazar atômico (Companhia das Letras, 192 pp., R$ 36).
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