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O poder e o povo na fotografia

17 de agosto de 2007
1 min de leitura

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As fotografias de Jean Manzon (1915-1990), fotógrafo francês por muito tempo radicado no Brasil, constituem o registro visual de um momento da história do país em que o Rio era também a nossa capital visual e o centro do nosso imaginário político. Manzon foi um fotógrafo chapa-branca. Como se vê no belo documentário fotográfico que é o oportuno livro Jean Manzon – Retrato vivo da grande aventura (Aprazível Edições, 242 pp., R$ 150), organizado por Leonel Kaz e Nigge Loddi. Nele destaco o texto introdutório, preciso e competente, do historiador Francisco Carlos Teixeira da Silva, “Fotografando a grande transformação”. Não obstante o seu quase oficialismo, Manzon compreendeu a amplitude territorial do Brasil que se desdobrava, nas ambições e nos resultados do desenvolvimentismo, muito além dos limites da festiva cidade do Rio.

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