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O homem que releu a alma brasileira

14 de outubro de 2007
1 min de leitura

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Convidado a participar de um seminário sobre a obra do crítico literário, professor e tradutor Roberto Schwarz, realizado há três anos na Universidade de São Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, lembrando os tempos em que estudavam a obra de Marx, notou que houve uma transformação radical no amigo, “uma espécie de reconstrução da personalidade” desse que é considerado, com justa razão, uma das vozes mais lúcidas do País. Schwarz, austríaco nascido há 69 anos em Viena e criado em São Paulo, não era mais o “esquivo” colega ou o “difícil” professor da juventude. Teria, ao contrário, se amalgamado no “cidadão-escritor” que vive e critica a produção cultural com uma paixão “tropicalista”, segundo FHC. É desse intelectual multidisciplinar que trata o livro Um Crítico na Periferia do Capitalismo (Companhia das Letras, 408 pp., R$ 59), organizado pelo historiador Milton Ohata e pela professora de literatura Maria Elisa Cevasco, ambos da USP.

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