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Novas histórias

23 de outubro de 2007
1 min de leitura

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Numa manhã fria de setembro, o catador de materiais recicláveis Ademir Alves dos Santos, 33 anos, carregava às costas uma carga incomum na Baixada do Glicério, bairro da Liberdade, em São Paulo. Acostumado a puxar carroça cheia de papelão, dessa vez Santos transportava algo muito diferente: uma coleção de 300 livros. As obras literárias sequer poderiam ser lidas por ele, que não sabe ler. Mas esse baiano, natural de Caraguataí, um pequeno povoado perto de Cruz das Almas, a 146 quilômetros de Salvador, transformou-se naquele momento no homem-símbolo de uma iniciativa para promover a leitura. O projeto Carroça da Leitura, lançado pela ONG Associação Maria Flos Carmeli, o escolheu para transportar aquela biblioteca itinerante improvisada por algumas dezenas de metros, fazendo o trajeto entre a sede do Projeto Quintal da Criança e a casa paroquial da Igreja da Paz.

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