Embaçou o mercado
Criada por livreiros para desovar seus estoques em 1955, a Feira do Livro de Porto Alegre (RS) hoje está no centro de uma discussão que envolve justamente os vendedores de livros. Seria a ausência de bancas de livrarias tradicionais um indício de que livrarias é o que menos se encontra na atual Feira do Livro? No centro do debate está uma competição entre as bancas das livrarias propriamente ditas e as das editoras e distribuidoras. Algumas das livrarias de rua bastante conhecidas da Capital faltaram à Feira este ano, como a Bamboletras, a Ventura ou a Noigandres – embora nem todas pelos mesmos motivos. A proprietária da Bamboletras, Lu Vilella, diz que as razões da ausência da Bamboletras na Praça se deve à dificuldade de negociar com distribuidores um desconto maior para a consignação dos livros.
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