Caminhos sagrados
Seguindo o exemplo dos antepassados, os peregrinos atuais viajam como buscadores espirituais, não como turistas. Esses peregrinos geralmente seguem rotas tradicionais, realizam rituais e encontram arquitetura e solo sagrados em seu caminho. David Souden evoca no livro Pelos caminhos da fé – vinte jornadas para suspirar a alma (Rosari, 192 pp., R$ 52) as aspirações dos peregrinos do passado e do presente e descreve a beleza e o estranhamento das estradas que percorreu ao redor do mundo. Algumas jornadas são árduas – como a longa caminhada até o Monte Kailas no Tibet ou a viagem a Meca que todo mulçumano sonha fazer. Outras são intensas, como a jornada que os índios americanos Zuñi (cujo número diminui a cada dia) fazem à Dowa Yallanne no Novo México, seguindo a tradição do seu povo.
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