Historiador tenta rastrear pegadas de Shakespeare
Para a posteridade, ele foi o maior escritor da língua inglesa. Para a senhoria, não passava de “um certo senhor Shakespeare que rondava a casa”. Para a corte de apelações do tribunal de Londres, que coletava assinaturas numa ação legal em 1612, era simplesmente uma testemunha que assinou um apressado “Wm Shakpe” e partiu. Essas fugidias impressões de Shakespeare vistas pelos olhos de seus contemporâneos, situadas num cenário londrino bem definido, assediavam a imaginação de Charles Nicholl, um biógrafo e historiador britânico. Os esforços de Nicholl renderam frutos deliciosos. The lodger Shakespeare (“O Shakespeare inquilino”, 378 pp., Viking Press) apóia-se em sólida fundação de detalhes biográficos e abre uma janela para a Londres do começo do século 17.
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