O longo calvário de Ingrid Betancourt
No fundo da selva, onde está desde fevereiro de 2002, a ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt, de 46 anos, escreve uma longa carta à mãe, Yolanda. A família dessa refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), grupo de guerrilha ligado ao tráfico de drogas, não tinha notícias dela desde o verão de 2003. Em 12 páginas redigidas em 24 de outubro de 2007, Ingrid sintetiza suas dores, angústias, a solidão, a precariedade do seu cotidiano, a esperança de um dia voltar a ver as pessoas queridas, envia afeto e conselhos para os filhos – Mélanie e Lorenzo -, que vivem na França. Os filhos responderam de imediato, com o livro Cartas à mãe direto do inferno (Agir, 88 pp., R$ 19), outra carta, redigida por Mélanie, que ao lado do irmão luta desde os 16 anos para salvar Ingrid.
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