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Rápido demais

23 de fevereiro de 2008
1 min de leitura

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O historiador francês Lucien Febvre resumiu assim a vida na Europa do século XVI: “medo sempre e em toda parte”. Em seu novo estudo sobre o que ele chama “modernidade líquida” – basicamente, o nosso tempo – o sociólogo polonês Zygmunt Bauman evoca a frase de Febvre para aplicá-la ao mundo atual. Medo líquido (Zahar, 240 pp., R$ 29,90 – Trad. Carlos Alberto Medeiros) retoma os princípios gerais de livros anteriores de Bauman (como Amor líquido, Vida líquida, Tempos líquidos) para aplicá-los a um novo tema. É uma incorporação de novas evidências ao grande – e sempre incompleto – painel do mundo contemporâneo que o pensador vem tentando traçar com sua obra.

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