Bandeira inédito
O poeta e tradutor Julio Castañon Guimarães é um perseguidor de Manuel Bandeira por folhas de jornais esfarelando, páginas rasgadas de revistas e microfilmes de leitura desconfortável. Pesquisador na área de filologia da Fundação Casa de Rui Barbosa, Castañon devolve ao mundo uma visão mais integral do Bandeira entre os 34 e 45 anos. As 37 fotos e fac-símiles que ilustram Crônicas Inéditas I (1920-1931), além de pegar a imaginação do leitor pelas mãos e levá-la a um passeio pelos anos 20, dão também uma quentura, uma espécie de resgate da sensação de se ler a crônica no jornal, o que torna o livro mais acolhedor. “Para garantir a qualidade das imagens, nós contratamos até um fotógrafo, o Vicente de Melo, só para fazer as reproduções”, diz Paulo Werneck, que coordena a edição dos livros de Bandeira ao lado do presidente da Cosac Naify, Augusto Massi. A venda de 4.500 cópias do outro livro de textos do poeta, Crônicas da Província do Brasil, lançado em 2006, dá segurança para imprimir 7.000 exemplares destes inéditos. A editora vai lançar toda a prosa do poeta – e já fez dois volumes de sua poesia.
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