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Editoras vão perder com novo português

08 de abril de 2008
1 min de leitura

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Os livros, sobretudo os escolares, representam 16% das exportações portuguesas para Moçambique. Com a implementação do novo acordo ortográfico, as editoras nacionais receiam a concorrência brasileira nos mercados africanos emergentes. Esta é uma das maiores preocupações expressas ao Jornal de Negócios pelos protagonistas do setor. “Quem vai, no presente e no futuro, liderar o mundo da lusofonia é o Brasil”, comentava Marcelo Rebelo de Sousa, no programa da RTP “As escolhas de Marcelo Rebelo”. “Não devemos ter complexos de que uma língua muda e evolui. É um sinal de que Portugal aceita a realidade e a realidade é a de que o Brasil lidera o mundo da lusofonia”, reiterava. Quem não parece aceitar são as editoras portuguesas, que temem perder o potencial do mercado africano. “Com este acordo, as editoras brasileiras vão ficar completamente beneficiadas e as portuguesas fragilizadas”, comenta Paulo Gonçalves, porta-voz da Porto Editora.

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