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Do traço à arquitetura

19 de abril de 2008
1 min de leitura

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Minha entrada na arte contemporânea se fez em boa parte pelas grandes gravuras de Maria Bonomi, cheias de cor. E meu primeiro “texto crítico” foi escrito também com ela em mente, embora talvez não a citasse. Eram os anos 60 e grassava forte o embate entre a arte “engajada” e a abstrata, acusada de alienada. Eu defendia que o abstrato podia ser tão ou mais atuante que o figurativismo “social”. Revisitar esse cenário em Maria Bonomi: Da gravura à arte pública (Imprensa Oficial/Edusp, 416 pp., R$ 140), com organização de Mayra Laudanna, e ali ler a recusa delicada de Rubem Braga à obra da artista, por motivos como esses, e a defesa que dela fez Mário Pedrosa reafirma, em retrospecto, minha opinião e, mais que isso, o caminho da artista. O título do livro poderia ser “Maria Bonomi ou a Vida Imensa”. Ela expandiu-se na vida como na gravura. Fez teatro, TV, crítica cultural, arquitetura.

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