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A jovem testemunha

20 de abril de 2008
1 min de leitura

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Poucos textos são tão misteriosos e enigmáticos quanto os de Franz Kafka. Daí ser compreensível que seus leitores tentem buscar em fontes externas modos de lidar com essas obras. No caso do escritor tcheco, os caminhos usuais são os seus diários, a sua correspondência e os depoimentos de uns poucos amigos. É esse o caso de Conversas com Kafka (Novo Século, 240 pp., R$ 37 – Trad. Celina Luz), que julga reproduzir trechos dos diálogos – ocorridos com vários intervalos de março de 1920 a meados de 1922 – entre Gustav Janouch, um jovem aspirante a artista então com 17 anos, e o autor de A Metamorfose, na época um diligente funcionário de um escritório de seguros. Nessas “conversas”, há conselhos a respeito dos escritos de Janouch, comentários sobre a produção recente de poetas vanguardistas europeus, discussões sobre anti-semitismo, temas filosóficos e política.

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