Publicidade
Publicidade
Voltar CLIPPING

O que me importa é a superfície

19 de julho de 2008
1 min de leitura

Publicidade
Publicidade

Em seus dois romances mais recentes, o escritor e cineasta belga Jean-Philippe Toussaint faz do Oriente um espaço de dissolução e rearranjo dos laços afetivos. Depois da Tóquio feérica de Fazer amor (Globo, tradução de Ana Ban), é a China que serve como cenário de Fugir (Bertrand, tradução de Joaquim Pinto da Silva), que acaba de ser lançado por aqui. Nos dois livros, o percurso dos personagens pela terra estrangeira espelha um estranhamento íntimo, dirigido em primeiro lugar a eles mesmos. Mas os dilemas existenciais, em Toussaint, não se exprimem por meio de investigações psicológicas ou fluxos de consciência, e sim numa espécie de errância permanente da narrativa e do olhar, que parecem buscar do lado de fora o sentido dos seus movimentos. Em entrevista ao Globo, Toussaint diz que se interessa sobretudo pelo exterior e pela “superfície visível” do mundo.

Tags:
Compartilhar:

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade