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William Gibson, o escritor que previu o presente

02 de agosto de 2008
1 min de leitura

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Coube a Fábio Fernandes, 23 anos de experiência em ficção científica e autor de A construção do imaginário cyber (Anhembi Morumbi) ­ a tarefa de traduzir Neuromanncer 25 (Aleph, 312 pp., R$ 44). É a terceira versão que o livro de William Gibson ganha para o mercado brasileiro. É a primeira tradução direta do texto original ­ explica Fernandes, que estuda a obra de Gibson há quase 20 anos. A tradução original, feita nos anos 80, era muito inspirada na versão portuguesa do livro. A segunda, que é um ótimo trabalho do jornalista Alex Antunes, foi feita com um olho no original e com um olho na primeira tradução. O tradutor diz que a influência do escritor é grande e evidente, mas que seu trabalho ainda precisa ser melhor compreendido: Gibson moldou a cybercultura no formato que conhecemos hoje. Isso faz com que ele seja mais citado do que lido, embora essa situação esteja mudando no Brasil.

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