Ironia e acidez
Partindo da figura do protagonista do clássico machadiano Memórias póstumas de Brás Cubas, o doutor em filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Patrick Pessoa empreende, em A segunda vida de Brás Cubas – A filosofia da arte de Machado de Assis (Rocco, 288 pp., R$ 33), uma investigação que ajudará o leitor a fruir o estranhamento causado pela obra do Bruxo do Cosme Velho. Ao narrar sua trajetória a partir de um sistema de pensamento próprio, Brás Cubas nos faz questionar a complexa relação entre filosofia e literatura. Uma interpretação filosófica da arte de Machado de Assis, permeada por ironia e que expõe, com refinada acidez, a verdade da sociedade brasileira no final do século XIX.
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