Aparência era essencial para Maria Antonieta
A história de um reinado nas estampas de um vestido – em 2000, quando lançou sua coleção Homeless para a Christian Dior, o estilista John Galliano surpreendeu com um modelo cujo corte remetia ao século 18. Com um decote provocante, cintura espartilhada, laços graciosos no corpete e uma profusão de saias e babados inflados por anáguas e armações, o vestido se chamava sugestivamente Maria Antonieta, homenagem à mais colorida rainha da França, a mulher que viveu do esplendor ao terrível fim em 23 anos de reinado. Não foi apenas o fascínio pela história de Maria Antonieta que inspirou John Galliano. Em seu vestido, ele mostrou como a moda adotada pela rainha ao longo de seu poder era identificada como um arma-chave em sua luta por prestígio pessoal, autoridade e por vezes mera sobrevivência. A relação era tão forte entre o que vestir e o reinado de Maria Antonieta que até inspirou a historiadora Caroline Weber a escrever Rainha da moda – Como Maria Antonieta se vestiu para a Revolução (Jorge Zahar, 458 pp., R$ 69 – Trad. Maria Luiza X. de A. Borges).
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