A literatura das feiras vai às livrarias
Presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, o cearense Gonçalo Ferreira da Silva confessa não ter empregado critérios objetivos para escolher os cem poemas que compõem as 568 páginas de um compêndio que acaba de ser lançado, com a meta de levar a um público amplo o melhor dessa arte, muito cultivada no Norte e no Nordeste do País. O acervo da academia, sediada em Santa Teresa, gira em torno de 13 mil folhetos e aumenta a cada dia. “Comecei fazendo uma seleção de mil poemas, depois passei para 200 e, então, cheguei aos cem finais. Havia muitos folhetos de valor histórico e qualidade poética iguais, então usei a intuição na hora de escolher um e deixar outro de fora. A única regra que empreguei foi a de incluir apenas poetas falecidos, porque onde eles estão não tem gráfica para reeditar suas obras”, explica Ferreira, que dedicou a coleção 100 cordéis históricos segundo a Academia Brasileira de Literatura de Cordel ao general Umberto Pelegrino, por ele ter doado o prédio onde, desde 1993, funciona a entidade e que antigamente abrigava a Casa de Cultura São Saruê.
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