Venda de livros cresce com destaque para o porta a porta
A campainha toca e, do outro lado, um homem engravatado, com uma mala na mão oferece livros, de casa em casa. A cena, que parece coisa do século passado, tem crescido nos lares brasileiros, apesar de estarmos em plena era digital. E a explicação é a melhoria da renda das classes C e D, principais compradoras deste canal de venda, que respondia por 5,43% da comercialização de livros no País e hoje abrange 9,6% – um aumento de 91,37%. Outro canal de venda que apresentou crescimento significativo foi o online, que teve alta de 285%, mas com base muito menor: 1,71% do mercado. Dois extremos da comodidade convivem em alta, enquanto o principal canal de comercialização ainda é a livraria, com 47,69% – queda de quase dois pontos percentuais em relação a 2006. Mas não é só nestes canais que a comercialização de livros cresce. Pesquisa divulgada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) mostra que o volume vendido aumentou 6% no ano passado, alcançando 329 milhões de exemplares. O faturamento, no entanto, cresceu menos: 0,4% – descontada a inflação – atingindo R$ 3 bilhões.
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