Animal dos trópicos
O escritor cubano Pedro Juan Gutiérrez tem intensa ligação poética com o Brasil. Em 1988, ele esteve em São Paulo como convidado de uma exposição de poesia visual e experimental organizada pelo professor Philadelpho Menezes (1960-1990). “Éramos muito amigos”, conta. “Ele, seu pai, Florivaldo Menezes, e eu éramos como uma família.” Aquela exposição foi muito importante para o poeta que costumava misturar os códigos na solidão de Havana. Solidão literária: Gutiérrez tem inimigos em Cuba, mas também muitos amigos no bairro em que mora há muitos anos, no centro de Havana, onde é conhecido apenas como “o jornalista”. O escritor de 58 anos trabalhou na imprensa durante 26 anos. Também ganhou a vida em vários outros trabalhos, de vendedor de sorvetes a salva-vidas. Hoje vive da literatura. E embora não seja a poesia que o traga de volta ao Brasil nos dias 13 e 14, como palestrante do Fronteiras Braskem do Pensamento, entre Porto Alegre e São Paulo, Gutiérrez continua escrevendo poemas.
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