JPP, o homem sem vaidades
Sem ter nutrido pretensões professorais, José Paulo Paes mostrou que estética e ética não rimam à toa. Morto há exatamente 10 anos, o escritor paulista inventou uma literatura concisa e um comportamento discreto. Soube desprezar a soberba intelectual e exerceu a vocação democrática da cultura. Era autodidata, tradutor e crítico. “Ele manteve a cultura como uma aspiração democrática”, diz o crítico Rodrigo Naves. A arte, para JPP, nunca seria o verniz brilhoso de um cérebro oco. Rodrigo Naves, Carlos Felipe Moisés e Viviana Bosi falam sobre a vida e obra do poeta de Taquaritinga em Odes Mínimas para José Paulo Paes, evento na Casa das Rosas, que ocorre às 19h30 desta quinta-feira, dia 9. Até o fim do mês, a Companhia das Letras manda para as livrarias duas obras: Poesia completa (512 pp., R$ 59) e Armazém literário (312 pp, R$ 47).
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