Machado em tramas de amor e traição
No verbete “Amores”, do Dicionário de Machado de Assis, que o jornalista Ubiratan Machado acaba de lançar pela Academia Brasileira de Letras, encontra-se uma das curiosidades do volume: a referência a uma relação extraconjugal, da qual não se tinha notícia, do amantíssimo marido de Carolina. “Assim como existe um deus para os bêbedos, há também um deus dos pesquisadores”, conta Ubiratan em entrevista por e-mail. “Graças a esse deus, descobri fatos bastante interessantes. Assim, uma nota publicada no jornal “O Mosquito”, em 1876, dirige-se ao tradutor de Queda que as mulheres têm para os tolos, dizendo: “Muito feliz deve o Sr. ser com o belo sexo!”. Refere-se claramente a uma relação extraconjugal de Machado, ignorada até hoje por seus biógrafos, na qual teria sido traído e feito de bobo. Esta não teria sido a única vez que Machado pulou a cerca. Há o caso mais conhecido com a atriz Inês Gomes, entre 1882/3. Mesmo assim, após pesquisas de uma década acerca de aspectos biográficos e bibliográficos de Machado, Ubiratan afirma que a vida amorosa do autor de Dom Casmurro continua uma incógnita.
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