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Nova tradução recoloca Romain Gary no circuito

02 de novembro de 2008
1 min de leitura
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O mercado editorial brasileiro não costuma manter nas prateleiras das livrarias bons autores do passado. As reedições são cada vez mais raras e poucas editoras conservam obras em catálogo. Um escritor como Romain Gary (1914-1980), morto há 28 anos, teria, portanto, poucas chances de ser descoberto pelas novas gerações. Felizmente, com o lançamento Promessa ao amanhecer (Estação Liberdade, 232 pp., R$ 49 – Trad.: Mauro Pinheiro), de Romain Gary, é possível que esse exemplo seja seguido por outros editores, evitando que leitores errem pelos sebos em busca de autores que, a despeito de sua importância, foram relegados ao limbo editorial. O livro de Gary, escritor, diplomata e cineasta, é uma daquelas obras que permanecem anos a fio na memória do leitor pelo emocionante retrato que o escritor faz da mãe, uma ex-atriz russa de origem judaica obcecada pela idéia de transformar o filho único numa grande personalidade. Esse amor maternal, possessivo, devorador, é o verdadeiro tema desse livro de inspiração autobiográfica.

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