Manual de sobrevivência da pequena editora
O que faz uma editora pequena sobreviver em um mercado de gigantes? Com sede em Porto Alegre (ou mesmo sem sede propriamente dita), os editores da Não Editora, da Arquipélago e da Libretos estão aprendendo na prática como cavar espaço nas prateleiras. Nenhum deles tem banca própria na Feira do Livro de Porto Alegre, mas seus títulos engrossam as sessões de autógrafos e recheiam outras bancas. Ficou mais fácil abrir uma editora. Pipocam autores novos, e a tecnologia se tornou mais acessível – dá para fazer um livro no computador de casa. O que faz uma editora pequena sobreviver é consenso entre editores iniciantes e veteranos: produzir livros bons, bem-feitos e coerentes com uma linha conceitual. Mesmo tendo uma bela edição debaixo do braço, é preciso fazer com que o volume chegue às mãos do leitor: negociar com distribuidores e livreiros, divulgar o lançamento, além de controlar estoque, fazer contabilidade etc. E sem retorno a curto prazo – como produzem em menor escala, as pequenas editoras têm menor margem de lucro.
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