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O poder de fogo do mega-seller

28 de fevereiro de 2009
2 min de leitura
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Um novo perfil na lista de livros mais vendidos no mercado brasileiro está levando os editores nacionais a revisarem o vocabulário geralmente usado para falar de grandes sucessos comerciais. Blockbusters como a série vampiresca Crepúsculo, de Stephenie Meyer, agora têm sido chamados de “mega-seller”, termo que indica o aumento expressivo observado nos últimos anos da distância entre os números dos livros mais vendidos e os daqueles considerados apenas bem-sucedidos. Com quatro títulos, o último ainda inédito no país, a série Crepúsculo vendeu 45 milhões de exemplares no mundo. No Brasil, já são 760 mil unidades vendidas, e a curva é ascendente. Trata-se de feito excepcional, ainda mais em país onde as tiragens costumam ser de dois mil ou três mil exemplares. Mas o sucesso de Meyer chega no fim de uma década marcada, no mercado editorial, por outros “mega-sellers”, a começar por Harry Potter (Rocco), até hoje imbatível. Títulos como esses mudaram o patamar médio de “admissão” nas listas dos mais vendidos. Se nem todos os que figuram entre os dez mais são “mega-sellers”, para se chegar lá, hoje em dia, é necessário vender bem mais que há alguns anos.

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