Por que o Rei não faz como Mick Jagger?
Lembro do caso de uma biografia não-autorizada sobre Mick Jagger em que o autor vinha com uma teoria estapafúrdia de que o jeito de cantar do crooner se devia a um acidente sofrido na infância, em que havia mordido a língua. Além disso, também havia uma lista interminável de nomes que haviam compartilhado sua cama. Até o bailarino Rudolf Nureyev era citado. Era um lixo, e foi tratada como tal. Foi ignorada tanto pela crítica especializada quanto pelo público e principalmente por Mr. Jagger, que continuou a desafiar o tempo à frente dos Rolling Stones ou em sua carreira solo. Sem se mostrar abalado. Quando Roberto Carlos exigiu a retirada de circulação do livro Roberto Carlos em detalhes, de Paulo César Araújo, nós, fãs que nunca o consideramos apenas um cantor, mas um membro da família que sempre aparecia à época do Natal para cantar belas canções e trazer suas mensagens de paz e amor, custamos a acreditar no que líamos nos jornais. Afinal, além de um documento histórico baseado numa bela pesquisa, desprovida de qualquer tipo de sensacionalismo, o livro era uma enorme declaração de amor. Por que o nosso ídolo não tinha comportamento semelhante ao do roqueiro inglês?
Denilson Monteiro – Autor da biografia Dez! Nota dez, sobre Carlos Imperial
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