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A memória em quadrinhos

03 de março de 2009
1 min de leitura

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Para resgatar detalhes da memória, o israelense Ari Folman fez um filme, escreveu um livro e, de quebra, ainda foi responsável por uma das melhores histórias surgidas em 2008. Folman é o diretor de “Valsa com Bashir”, animação autobiográfica que acaba de concorrer ao Oscar de melhor filme em língua estrangeira (estatueta perdida para o japonês “Departures”) e que deve estrear no Brasil no próximo dia 13. O filme, cujos ângulos são claramente influenciados por graphic novels modernas, acabou sendo transformado num livro de quadrinhos, que está sendo lançado esta semana, pela L&PM. As ilustrações são de David Polonsky, diretor de arte do longa-metragem. Na trama, Folman, ex-membro das Forças Armadas israelenses, conta sua tentativa de relembrar o massacre de centenas de pessoas nos campos de refugiados do Líbano, em 1982. Para isso, ele vai atrás de outros ex-combatentes e descobre que cada um guarda aspectos particulares da guerra e lida com seus traumas de forma distinta.

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