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Peixes na Pampulha

11 de abril de 2009
1 min de leitura

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Como toda cidade planejada, croquis e ideia antes de casas e ruas, Belo Horizonte foi cravada na paisagem mineira como um vetor de otimismo. Desde o princípio, seu tempo foi um agora acelerado em direção ao futuro, deixando o mundo das fazendas para trás. A trama policial de Peixe morto (Autêntica, 208 pp., R$ 29), romance de estreia do poeta e professor de literatura da UFMG Marcus Freitas mostra como, em torno de uma lagoa artificial, a Pampulha, símbolo deste sonho de pureza urbana, as marcas da decadência precoce se precipitam num átimo. Falhas se convertem em culpas e, antes visionário e livre, o olhar estaca, forçado a retomar o diálogo com erros repetidos, ancestrais.

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