É como se Shakespeare estivesse em Wall Street
O que os operadores de investimentos do Bear Stearns fizeram para ganhar milhões de dólares em bônus? Como podem investidores externos precisar o valor de uma instituição financeira como o Bear Stearns, que dirá o de seu novo controlador, o JPMorgan Chase, gigantesca empresa com US$ 2,1 trilhões em ativos? Essas não são indagações novas, nesta altura da crise. Mas são colocadas em vívido foco em Street Fighters: The Last 72 Hours of Bear Stearns, the Toughest Firm on Wall Street (Portfolio, 247 pp., US$ 25,95), por Kate Kelly, uma repórter do “Wall Street Journal”. O livro amplia uma série de três artigos que ela escreveu para o jornal sobre a extinção da quinta maior companhia de Wall Street, e sua ambição é tratar os últimos três dias do Bear como um banco de investimentos independente no formato de uma peça de Shakespeare: três atos com personagens dialogando e entrando e saindo de cena.
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