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Eles querem editar o seu livro na rede

25 de maio de 2009
2 min de leitura
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A internet permite que qualquer um produza qualquer conteúdo – literário inclusive – e ponha sua obra no mundo. Antes, era só pegar um papel e começar a escrever. Mas quem leria? A rede resolveu esse problema e gerou outros. O principal: o que garante qualidade, valor artístico e originalidade do resultado? É na contramão do que o historiador inglês Andrew Keen batizou de “cultura do amador” que atua o portal Cronópios. O sucesso pode ser medido pelos 200 e-mails recebidos por dia pelos editores Pipol (apelido de José Pires) e Edson Cruz, com textos inéditos de escritores de todo o Brasil. “Não publicamos qualquer texto automaticamente porque editar é uma função humana, não deve existir um ranking gerado por computador”, diz Pipol. Muitos projetos estão sob o selo Cronópios (leia o significado do nome). O principal é a TV Cronópios, que produz vídeos documentais sobre literatura e mantém dois programas inovadores em formato e conteúdo. O Stand-Up de Literatura, transmitido ao vivo pela internet quinzenalmente, é uma espécie de sarau com autores lendo livros que escreveram. O outro é Bitniks, série de documentários sobre escritores vivos com estética voltada à web. O experimentalismo vira negócio nos próximos meses, quando o Cronópios pretende abrir a editora Nuvem, especializada nos tais pocket-books. Falar em negócio a essa altura pode soar estranho. Afinal, o site vive da vontade e dos investimentos dos fundadores desde 2005. Só agora começa a se pagar, após a parceria com a livraria Martins Fontes e a chancela da Lei Rouanet.

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