Best-sellers tiram espaço de bons livros na França
Outubro é o mês em que as crianças retomam o caminho escarpado, doloroso e incerto da escola e as vitrines expõem as “novidades” literárias. Só de romances, as editoras lançaram 659 novos títulos. Uma avalanche. As livrarias francesas arrancam os cabelos: “Como colocar tudo isso nos meus 50 metros quadrados?” E então fazem uma triagem, separando pilhas enormes de futuros “best sellers”, que são localizados facilmente porque, no geral, são os mais mal escritos e os mais idiotas. Além disso, alguns dos seus autores já são conhecidos que atraem, a cada temporada, uma multidão de aficionados. O problema é que essas pilhas de “best sellers” são gigantescas e sobra pouco espaço para alojar os livros realmente bons. A livraria faz então uma segunda operação ainda mais difícil. Coloca alguns desses livros na vitrine e aqueles que não consegue abrigar são devolvidos para a editora antes mesmo de abrir as caixas, sabendo que entre os “recusados” figuram, certamente, ótimos títulos.
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