A razão e a decoração de Matisse
Livro trata de atualizar a discussão do trabalho do pintor
Dois pintores marcaram definitivamente o século que passou, Matisse e Picasso. Matisse queria que sua arte fosse “como uma boa poltrona em que se descansa o corpo cansado”. Picasso, ao contrário, queria eliminar a poltrona e tirar o espectador de sua posição confortável. Será mesmo assim? Até que ponto as interpretações da célebre frase matissiana não conduziram a uma leitura equivocada de sua obra? O livro Matisse: imaginação, erotismo, visão decorativa (Cosac Naify, 256 pp., R$ 79 – Trad.: Denise Bottmann) organização de Sônia Salzstein trata justamente de atualizar a discussão da pintura de Matisse, homenageado com uma exposição aberta no sábado na Pinacoteca do Estado.
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