Infância selvagem
Admirada por gerações de leitores, obra do ilustrador Maurice Sendak chega ao Brasil em livros e filme
“Física atômica para milhões” não parece o tipo de título que atrairia a atenção de colecionadores de livros infantis. Mas a obra didática, de 1947, é disputada em sebos e já foi vista com etiquetas de US$ 1,5 mil. O motivo não está na reputação dos autores, os respeitáveis doutores Maxwell Leigh Eidenoff e Hyman Ruchlis.
Os colecionadores estão atrás é da assinatura do garoto que, então com 19 anos, foi convidado por Ruchlis, seu professor de ciências, para ilustrar o livro em troca de US$ 100 e uma forcinha no boletim. Hoje com 81 anos, Maurice Sendak começava ali, em meio a caricaturas de Einstein e esquemas de circuitos elétricos, uma carreira de cinco décadas dedicadas aos livros ilustrados, com incursões em televisão, teatro, ópera e balé. Publicada em 1963, sua obra mais conhecida, Onde vivem os monstros (Cosac Naify, 40 pp., R$ 49 – Trad.: Heloisa Jahn,), chega ao Brasil pela primeira vez, na esteira da adaptação cinematográfica criada pelo escritor e roteirista Dave Eggers e pelo diretor Spike Jonze, que estreou nos Estados Unidos em outubro e entra em cartaz por aqui em 1º de janeiro.
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