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Vampiros, piratas e detetives

12 de dezembro de 2009
2 min de leitura

O que faz ainda hoje uma pessoa esquecer do tempo ao mergulhar num livro escrito pelo italiano Emilio Salgari no século 19?

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O que faz ainda hoje uma pessoa esquecer do tempo ao mergulhar num livro escrito pelo italiano Emilio Salgari no século 19 narrando as aventuras do sanguinário pirata Sandokan e sua amada Marianna, a Pérola de Labuan? E curtir fantasia e medo em mais uma recriação do Drácula, de Bram Stoker, publicado em 1897? Sim, o conde Tepes não sucumbiu diante de Van Helsing, tampouco foi banido da Inglaterra. Imagine: casou-se com a rainha Vitória e instalou a vampirização geral. Outro que está de volta é um certo detetive. Ou, mais que a emoção, a diversão. A curtição anacrônica de reencontrar personagens fascinantes que marcaram infância e juventude de gerações de leitores. Em Os piratas da Malásia (Iluminuras, 256 pp., R$ 38), Salgari oferece essa mágica, atualizada por Kim Newman na ficção alternativa Anno Drácula (Aleph, 376 pp., R$ 49,90 – Trad. Susana Alexandria) e por Michael Chabon na novela-homenagem A solução final (Companhia das Letras, 112 pp., R$ 32,50 – Trad. Alexandre Barbosa).

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