Publicidade
Voltar CLIPPING

O pecado original de nascer mulher

14 de março de 2010
2 min de leitura

A mais influente escritora chinesa conta novas histórias de abandono e solidão numa China ainda obcecada pela política do filho único

Publicidade
Publicidade

Se dos livros frágeis não se conta o final, dos marcantes, muito menos. Por isso não daremos a história de Little Snow, a filha que a jornalista Xinran Xue foi impedida de adotar quando ainda morava na China. Little Snow fecha a mais recente obra de Xinran Xue, Message from an Unkown Chinese Mother (Chatto & Windus, 224 pp., US$ 20), que será publicada pela Companhia das Letras neste semestre como As filhas sem nome. Também por respeito à escritora mais crítica da política chinesa do filho único, Little Snow permanece em segredo aqui. Durante esta entrevista, dada por celular de Santa Fé (EUA), Xinran se emocionou quando mencionamos a criança. Tanto se emocionou que se calou. Ela não é disso. Aos 52 anos, Xinran está em turnê para divulgar dez histórias de mulheres chinesas que penaram sob a lei que valoriza quem tem um filho homem e inferniza quem insiste em criar uma menina. Devido à restrição, milhões de garotas ainda são abortadas, outras são afogadas em penicos, outras nem chegam a se desenvolver no útero depois de um ultrassom certeiro e cerca de 120 mil são adotadas anualmente mundo afora, enquanto mães biológicas tentam o suicídio para sufocar o remorso. Confira a entrevista publicada no caderno Aliás.

Compartilhar:

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade