“Vendedores há vários, mas livreiros, poucos”
Sillas Valentim se orgulha da sua profissão e garante que é preciso ter muito preparo
Em meio a livrarias e sebos, ainda há os livreiros por encomenda, que escolhem que obra vão ofertar e, principalmente, para quem vão oferecê-la. É nessa categoria que se encaixa Sillas Valentim, que desde 1968 trabalha orgulhosamente com livros. Para ele, ser livreiro é praticamente um estado de espírito. “Ser livreiro não é só pegar e vender. É ler muito, estudar as obras para saber indicá-las. Vendedores há vários, mas livreiros, poucos”, sentencia Valentim. “O cara que só lê, às vezes, algo do Paulo Coelho não pode ser considerado um livreiro. Para tal, tem que saber sobre as obras de Nietzsche, Schopenhauer, Goethe e tantos outros”. Conhecido por quase todos os intelectuais da cidade, Valentim conta que é preciso “estudar” o cliente para entender o que ele precisa. “Se o cara trabalha com carnaval, vou buscar algo que o ajude no enredo e no que ele vai falar; se é professor e está defendendo uma tese sobre determinado assunto, vou procurar e levo dois ou três livros para ele. Fico caçando os caminhos. Ser livreiro é isso e não esperar sentado em uma livraria o cliente chegar, perguntar quanto é e vender”, afirma.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta


