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Nick Cave, a volta do anjo caído

28 de julho de 2010
2 min de leitura
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Lançamento de livro desperta o culto em torno do eterno gótico Nick Cave, que já morou no Brasil

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Das vocalistas de apoio aos guitarristas, passando pelo tecladista e pelo baixista, as roupas pretas predominam na sala B do estúdio Hanói, em Botafogo. Esse é o tom do ensaio da banda, sem nome, que, sob o comando de Márvio dos Anjos, toca “There she goes my beautiful world”, emendada com “Straight to you” e “The ship song”. As três músicas são de autoria de Nick Cave, e foi por causa da sombria e cultuada figura do cantor, compositor, poeta, escritor e roteirista australiano — cujo novo livro, o elogiado A morte de Bunny Munro (Record, 352 pp., R$ 49,90 – Trad. Fabiano Morais), chega às lojas brasileiras na semana que vem — que a banda foi gerada. A banda sem nome e de tons dark vai fazer uma série de shows para embalar o lançamento do livro. O primeiro deles vai ser no dia 26 de agosto, no Espaço Sérgio Porto. Tipicamente “caveano”, o livro conta a surreal e trágica história do vendedor de cosméticos Bunny Munro, um viciado em sexo que tem de lidar com o suicídio da mulher e cuidar do filho de 9 anos numa viagem pela Inglaterra. Apesar de não ser um estranho no Brasil — onde já tocou duas vezes, morou três anos (em São Paulo) e foi casado com uma brasileira, com quem teve um filho —, Cave não virá para o lançamento. Para representálo, Márvio e seus colegas vão ser acompanhados pelos convidados especiais Letícia Novaes (da banda Letuce) e João Paulo Cuenca, escritor e guitarrista.

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