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A dama das letras

01 de agosto de 2010
2 min de leitura
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Mentora da Festa Literária de Paraty, Liz Calder lembra da criação da Flip, que começa na quarta

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Os olhos azuis da inglesa Liz Calder faíscam mais intensamente em uma determinada época do ano, aquela em que, sob sua bênção, um punhado de grandes escritores se reúne com leitores ávidos por sua escrita, em uma charmosa cidade litorânea fluminense. É o que vai acontecer nesta semana quando, na quarta-feira, começar a oitava edição da Festa Literária Internacional de Paraty. Um evento tão poderoso que seu sucesso inspirou dezenas de outras feiras de literatura que agora povoam o calendário do País. “A Flip tornou-se uma instituição”, diverte-se. “Não esperávamos que, em tão pouco tempo, virasse uma referência também no exterior.” De fato, desde a primeira edição, em 2003, 240 escritores já passaram por Paraty, atraindo um público total de aproximadamente 100 mil fãs. Uma relação carinhosa, capaz de produzir flagrantes maravilhosos como Chico Buarque de Holanda batendo bola debaixo de chuva, em 2004, ou o sisudo sul-africano J. M. Coetzee exibindo um guloso sorriso ao comprar pé de moleque em uma carroça de doce na rua, em 2007. Isso para não falar do teor das palestras, irregulares como se espera de um evento tão plural, mas geralmente carregadas de alta dose de inteligência e sarcasmo. “Nosso modelo é o festival de Hay-on-Wye, no País de Gales, mas decidimos evitar o que considero o principal problema dos encontros literários na comunidade britânica: três ou quatro palestras simultâneas. Em Paraty, isso não acontece e ninguém corre o risco de perder alguma boa conversa.”

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