20/07/01
Boletim PublishNews
O disputado negócio dos espólios literários - Gazeta
Mercantil - 20/07/01
Enquanto os donos de editora desenvolvem contato de confiança e amizade com os
autores, o mesmo nem sempre acontece com quem herda ou representa o espólio.
Nunca o mercado viveu um momento de disputas tão acirradas, com revisão de
contratos, processos judiciais e mesmo troca de farpas entre editores. Num
período de vacas magras para a literatura nacional, alguns nomes começaram a
ter suas obras completas finalmente reeditadas ou trocaram de editora e vêm
recebendo melhor acabamento gráfico, editorial e visual. No caso dos autores
falecidos, familiares, agentes e editores fazem questão de esconder os atritos.
Mas admitem que o momento requer reflexão e sinalizam uma nova mentalidade. Bem
orientados por advogados especializados em direitos autorais e agentes literários,
os herdeiros descobriram que uma atenção ao parente ilustre pode se tornar um
negócio bem mais atraente do que parecia até alguns anos. Agora a situação é
outra: filhos, netos e sobrinhos montam empresas exclusivamente para cuidar de
heranças literárias. Ao mesmo tempo, exigem contratos rigorosos que estabelecem
livros bem cuidados, investimentos em marketing e precisão na prestação de
contas das vendas.
Como as cifras envolvidas têm sido cada vez mais elevadas, às vezes, a relação
herdeiro-editor resulta em processos judiciais. No momento, pelo menos duas
famílias movem ações para a anulação de contrato contra três editoras. Um
exemplo extremo de conflito envolve a família do historiador Luís da Câmara
Cascudo, que briga contra duas editoras, a Vila Rica e a Ediouro.
O caso mais famoso de disputa envolve a família de Monteiro Lobato e a
Brasiliense.
enviado às 1:54 PM
A força dos agentes - Gazeta
Mercantil - 20/07/01
O agente literário tende a ganhar cada vez mais importância. Sua presença não
apenas já é perceptível como tem levado a mudanças significativas e dividido
opiniões entre os editores. José Mário Pereira, da Topbooks,
afirma que o agente tem um papel importante, embora seja comum que pense em fazer
dinheiro para si. 'Ele pode criar dificuldades e inventar disputas inexistentes
entre as editoras para valorizar seu produto', alfineta. Por outro lado, Maria
Amélia Mello, da José Olympio, diz que a presença do agente se tornou um
facilitador. Para ela, as negociações ficaram mais profissionais. Paulo Rocco,
da Rocco, concorda e garante que prefere negociar com um agente do que com
herdeiros.
Uma das mais atuantes agentes no Brasil é Lúcia Riff,
da agência Literária Balcells, Mello e Souza e Riff (BMSR). Lúcia trabalha no setor há dez anos. Além de
estrangeiros, ela representa Lygia Fagundes Telles, Luís Fernando Veríssimo,
Carlos Drummond de Andrade e Vinícius de Moraes. Ela acha que ainda não se pode
dizer que o agente tenha mudado significativamente as relações entre autores,
editores e herdeiros no Brasil. A alemã Karen Schindler, que representa no
Brasil autores como Agatha Christie e Scott Fitzgerald, diz que não trabalha
com autores brasileiros. Cita como um problema para a atuação do agente o fato
de ter de negociar com algumas editoras conhecidas por publicar obras sem
autorização. 'Não tomo qualquer medida judicial, apenas alerto os proprietários
sobre o problema.'
enviado às 1:54 PM
Editoras virtuais abrem
espaço para uma nova leva de autores estreantes - Jornal
do Brasil - 20/07/01
Pouco mais de dez editoras virtuais funcionam no Brasil hoje. Elas colocam na
rede textos clássicos que caíram em domínio público, versões para internet de
livros já publicados e obras de novos autores. Alguns sites disponibilizam
textos livremente para leitura ou download, como o AlgoSobre
e o Biblioteca Virtual, que permitem que qualquer autor coloque um conto, uma
poesia ou até um livro na Internet. Outros editam e vendem livros, como iEditora, que ataca na área de manuais de informática, a Hootbook, que oferece a alternativa de o autor vender um
livro que ele já tenha editado por outro empresa, ou a Klick
Escritores, um misto de editora virtual e revista literária ligada ao portal Klick Educação. O que permite esses sites editarem e
venderem livros de papel é o sistema de impressão por demanda: o autor submete
seus originais e paga para colocar o texto no ar e ser vendido em duas versões,
em papel, impresso à medida que é comprado no site da editora, e em versão
eletrônica, para download. Um detalhe importante é que os autores mantêm os
direitos autorais e podem publicar em outra editora quando quiserem.
As duas
maiores desse filão no país, a Papel Virtual, do Rio, e a Writers,
de São Paulo, apresentam realidades distintas. Nascida do projeto de
pós-graduação em marketing de Tomaz Adour, 29 anos,
na PUC-Rio, a Papel Virtual funciona na incubadora de
empresas da universidade desde junho de 1998 e hoje é a segunda do mundo no
segmento, perdendo apenas para a americana Xlibris
''Publicamos obras de mil autores, vendemos três mil livros por mês e damos
lucro desde o ano passado'', conta Adour. Esse lucro
vem principalmente das obras científicas, muitas de professores da PUC, que têm
saída garantida entre os alunos da instituição. Já a Writers
nasceu em 2000, só publica ficção e, segundo um dos seus sócios, apesar de não
dar prejuízo, ainda não dá lucro. Mas há os virtuais que preferem apostar mesmo
no mercado editorial tradicional, como a Escreva, que nasceu em 1999 e publica
um ou outro autor sob encomenda. No final de 2000 ela se juntou às editoras
Objetiva e Campus para formar a Foglio, que coloca na
rede edições eletrônicas de livros como ‘Comédias para se ler na escola’, de
Luis Fernando Veríssimo.
enviado às 1:52 PM
As condições da
publicação digital - Jornal do Brasil - 20/07/01
Quanto o autor paga: Nas
páginas de leitura livre, ele não paga nada. Nas edições impressas, ele paga
entre R$ 300 e R$ 500.
Edição mínima: Não há
edição mínima. Algumas editoras disponibilizam o livro por um ano e, se o livro
vender mais de 50 exemplares, mantêm ele no ar.
Preço médio: Como os
livros são impressos à medida que são encomendados, o número de páginas influi.
Eles podem custar desde R$ 1 até R$ 200. A maior parte das editoras recomenda o
preço de R$ 6 para os livros. Os downloads custam em média R$ 3.
Quanto os autores recebem: Os
percentuais sobre os preços de capa são, em média, de 20% para os livros
impressos e 40% nos de download. Mas há contratos em que os autores recebem 60%
por exemplar vendido.
enviado às 1:48 PM
Endereços das editoras
virtuais - Jornal do Brasil - 20/07/01
Papel Virtual - www.papelvirtual.com.br
Writers - www.writers.com.br
AlgoSobre - www.algosobre.com.br (Apenas disponibiliza textos na tela,
gratuitamente)
Biblioteca Virtual - www.bibliotecavirtual.com.br
Editora Eletrônica - www.editoraeletronica.com.br
Elea - www.elea.com.br
Foglio - www.foglio.com.br
Hotbook - www.hotbook.com.br
iEditora - www.ieditora.com.br
Klick Escritores - www.klickescritores.com.br
Xlibris - www.xlibris.com (nos Estados Unidos)
enviado às 1:47 PM
Empresário arrisca com
contos eróticos - Jornal do Brasil - 20/07/01
Vicente Thiné preparou uma seleção de contos e, no
início do ano, enviou para várias editoras, tradicionais e virtuais, entre elas
a Writers. ''Foi a primeira que me respondeu e
fechei. Em um mês o livro estava pronto'', conta. O autor se diz decepcionado.
''É frustrante não ver o livro na livraria. Além disso, não vendi nem 200
livros até agora.'' Um dos problemas enfrentados por autores como Thiné é a qualidade do produto: o papel não é dos melhores
e a impressão revela as limitações de um equipamento que na verdade é uma
grande fotocopiadora. Além disso, as capas geralmente padecem de amadorismo no
design.
enviado às 1:46 PM
O nebuloso futuro
digital - Jornal do Brasil - 20/07/01
Muitos veteranos do mercado editorial e do mundo literário não vêem com bons
olhos a onda digital que se aproxima. Este, no entanto, não é o caso do
americano Jason Epstein, no ramo editorial há mais de 50 anos, grande parte
deles na Random House. No
livro recém-publicado Book
business: Publishing past, present
and future, ele faz uma defesa entusiástica das
possibilidades abertas para o mercado editorial pelas inovações tecnológicas.
Contrariando a visão habitual segundo a qual os e-books seriam lidos
principalmente em telas de computador ou palmtops, Epstein enxerga um futuro no
qual há espaço para o perfeito casamento entre a tecnologia digital e o
tradicional suporte do livro. Consumidores, especula Epstein, escolheriam seus
e-books em terminais disponíveis em qualquer livraria, faculdade, bar ou café.
Uma vez selecionado o título, a informação seria transmitida para uma máquina
nas proximidades, capaz de imprimir e colar as páginas do livro escolhido. Na
última Feira do Livro de Frankfurt uma impressora dessas já estava em atividade
e não era maior do que um Fusca. Esses exemplares seriam mais baratos do que os
livros que conhecemos, mas praticamente idênticos a eles.
Essas novas tecnologias já estão abalando as idéias convencionais a respeito de
direitos autorais. De olho no futuro, a empresa americana Rosetta
Books adquiriu recentemente centenas de títulos, inclusive de escritores
conhecidos, como William Styron e Kurt Vonnegut Jr, para edições digitais. Ao fazer isso comprou
uma briga nos tribunais com a Random House, à qual estes autores são ligados. A disputa chegou
ao fim na semana passada. Um juiz rejeitou a ação movida pela editora e deu
ganho de causa a Rosetta Books ao entender que o
termo ''livro'' que consta nos contratos não inclui automaticamente os livros
eletrônicos ou e-books. A decisão promete dar novo fôlego a empresas e autores
determinadas a investir na internet.
enviado às 1:45 PM
Amazon lança serviço de
entrega - Gazeta Mercantil - 19/07/01
A Amazon.com lançou
um serviço rápido de frete para atender clientes internacionais. Com isso, a
empresa promete reduzir drasticamente o prazo de entrega. Haverá opção de uma
entrega expressa, que promete enviar o pedido em até dez dias, mas o serviço é
35% mais caro. Há duas semanas, a empresa havia anunciando o término de uma
promoção do frete gratuito para grandes encomendas, decisão que foi copiada
pela grande rede Barnes&Nobles.
enviado às 12:09 AM
Sobre o livreiro - O
Estado de S. Paulo - 18/07/01
Um livro que conta a história de José Olympio Pereira Filho, um dos mais
importantes editores do País, está para ser lançado até o fim deste mês. José
Olympio, o Descobridor de Escritores, escrito pelo carioca Antônio Carlos
Villaça, relata a formação da Editora José Olympio e a trajetória de seu
fundador, que nasceu em Batatais e, em 31, fundou na Rua da Quitanda, em São
Paulo, a sua livraria, transferindo-se para o Rio três anos depois. Quem está
comemorando este lançamento é seu neto, o banqueiro carioca José Olympio da
Veiga Pereira, radicado em São Paulo.
enviado às 12:07 AM
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