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"Não é divertido ouvir uma história que na realidade foi feita para ser lida, ou seja, não existe e nunca existirá algo que substitua a leitura”
Woody Allen
Cineasta norte-americano
11 de setembro de 2010, sábado
Mercado
Críticos e professores de literatura elegem as melhores editoras
Valor Econômico - 23/07/2010 - Por Márcio Ferrari

Em número totalmente dedicado ao Brasil no mês passado, a "Wallpaper" abriu espaço, entre alguns assuntos mais previsíveis como top models, Oscar Niemeyer e música popular, para uma chamada de capa que anunciava um boom de livros no Brasil. A reportagem referia-se não só às editoras, mas também às livrarias. Não há dúvida de que as coisas mudaram para melhor, como constatou a revista britânica. Nos últimos três anos, o número de livrarias no país cresceu 10%, segundo o Diagnóstico do Setor Livreiro, que a Associação Nacional de Livrarias (ANL) divulga na terça-feira. Nesse novo capítulo da história do livro nacional, o Valor promoveu uma enquete com um grupo de críticos e professores para identifical qual é a melhor editora do Brasil. A Companhia das Letras ficou em primeiro lugar (81%), e a Cosac Naify em segundo (76%). E, mesmo que em quantidade de votos menor, número significativo de outras editoras foi mencionado, numa evidência de que o mercado editorial brasileiro vive um bom momento em qualidade e diversidade. Os votantes e os responsáveis pela linha editorial das duas casas mais votadas concordam que o panorama é um dos melhores da história do livro no Brasil. A pesquisa promovida pelo Valor não teve a intenção de medir a eficiência empresarial, mas indicar as editoras que mais se destacam culturalmente.

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Mercado
SEB vende sistemas de ensino para Pearson
Valor Econômico - 23/07/2010 - Por Beth Koike

Dez dias após a compra do Anglo pela Abril Educação, o mercado de sistemas de ensino deu mais uma demonstração do quanto está aquecido. Ontem, a britânica Pearson, que também esteve na disputa pelo Anglo, anunciou a aquisição dos sistemas de ensino COC, Pueri Domus, Dom Bosco e Name que pertenciam à SEB - Sistema Educacional Brasileiro - em uma transação de R$ 888 milhões, sendo R$ 613 milhões a serem pagos aos controladores e o restante aos minoritários. Trata-se da maior negociação já fechada na área de ensino no país. Desde que desembarcou no Brasil, em 2006, a Pearson vinha tentando comprar a SEB e outras empresas brasileiras de ensino. No total, foram cerca de dez tentativas frustradas. "Enfim, compramos", disse, aliviado, Guy Gerlach, presidente da Pearson Education Brasil. A ideia inicial do grupo britânico - que é dono do "Financial Times" e da "The Economist" - era adquirir a totalidade da SEB, mas seu principal controlador e fundador Chaim Zaher nunca se mostrou interessado em vender a empresa, tampouco em dividir o controle com um sócio estrangeiro. Porém, com a compra do Anglo, Zaher teria mudado de ideia e oferecido sua divisão de sistemas de ensino para a Pearson pelo mesmo valor que a empresa britânica havia ofertado pelo grupo todo. Apesar da oferta de comprar menos ativos e pagar a mesma quantia, a Pearson não pestanejou e em dois dias a transação estava concluída. O interesse da Pearson não é à toa. A margem operacional no mercado de sistemas de ensino chega a ser de até 50%. No SEB não é diferente. A divisão de apostilas e metodologias de ensino representa a maior parte da lucratividade. Nos últimos 12 meses, o lucro bruto do SEB somou R$ 171 milhões, mas R$ 114 milhões são provenientes dos sistemas de ensino.

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Mercado
Preço fica abaixo do valor da abertura de capital
Valor Econômico - 23/07/2010 - Por Silvia Fregoni e Beth Koike

O negócio fechado ontem entre o grupo brasileiro de educação SEB e a empresa britânica Pearson mostra como estavam inflados os preços das ofertas de ações realizadas no país na euforia de 2007. Embora apresente prêmio de 57% sobre o preço atual de mercado, o valor da transação da SEB, de R$ 31 por unit (recibo de ações), está abaixo da cotação de lançamento dos papéis da empresa na bolsa, em outubro de 2007, de R$ 33. O que chama a atenção é que na abertura de capital a SEB tinha um quarto do tamanho que tem hoje. A receita líquida da companhia em 2006, um ano antes da oferta de ações, era de R$ 120,4 milhões. Atualmente, a receita anualizada é de R$ 430 milhões. Em lucratividade, a empresa também cresceu, e muito. O lucro do balanço de 2006, que serviu de base para os investidores que entraram na emissão de ações, era de R$ 22,6 milhões. O resultado do primeiro trimestre deste ano anualizado foi quase três vezes maior, de R$ 64 milhões. A empresa abriu capital em 18 de outubro de 2007. Na ocasião, o controlador colocou no bolso, com uma oferta secundária, R$ 123,75 milhões, e a empresa obteve para seu caixa R$ 288,75 milhões, com uma oferta primária de ações. Na quarta-feira, último pregão antes do anúncio do negócio com a Pearson, as ações valiam R$ 19,70. A alta ontem foi bastante expressiva, de 46,2%, porque os papéis vão agora se aproximar do valor que os acionistas minoritários receberão na transação, de R$ 31. Devido ao grande prêmio embutido na oferta, os analistas acreditam que os minoritários aceitarão vender os papéis, o que deverá resultar no fechamento de capital da SEB.

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Mercado
Agência americana resolve cuidar pessoalmente dos e-books de seus autores
PublishNews - 22/07/2010 - Por Redação

Depois de anunciar que estava descontente em negociar a edição dos e-books dos autores que representa (John Updike, Salman Rushdie, Philip Roth e outros) com suas respectivas editoras, a Wylie Agency resolveu abrir sua própria distribuidora de e-books. De acordo com matéria do Publishers Lunch veiculada ontem (22), ela fará o contato direto com as lojas virtuais por meio da Odyssey Editions. No anúncio feito pela empresa, a Odyssey vai emitir versões digitais de alguns títulos e deu exclusividade de venda para a Amazon por dois anos. Os livros custarão US$ 9,99 e foram desenvolvidos em parceria com a Enhanced Editions. Wylie não falou sobre os termos financeiros e nem sobre os royalties, mas disse que eles serão muito mais favoráveis do que as editoras estão oferecendo. Matéria do New York Times fala em 50% para o autor. Grande parte desses primeiros 20 títulos que a Odyssey Editions vai distribuir para Kindle foi lançada em papel pela Random House. O porta-voz da editora, Stuart Applebaum, disse: “Estamos muito desapontados com a atitute do sr. Wylie, com a qual discordamos. Nós enviamos uma carta à Amazon contestando o seu direito de vender esses títulos, que são objeto de acordos ativos da Random House”. Por conta disso, a editora resolveu romper relações com a agência enquanto o assunto não for resolvido.

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Eventos
Mia Couto está de volta!
PublishNews - 23/07/2010 - Por Redação

Quando tuitamos ontem que Mia Couto havia sido confirmado para a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em agosto, houve quem dissesse: “Fica de vez, Mia”! Brincadeiras à parte, ele, José Eduardo Agualusa e Ondjaki foram os três escritores africanos convidados para o Salão de Ideias, que terá por volta de 40 encontros durante a feira. O tema dos três será a lusofonia, mas há ainda na programação conversas sobre esporte e literatura, vampirismo, a magia da história e a boa e velha literatura. Os curadores Manuel da Costa Pinto e Alexandre Agabiti Fernandez prometem uma programação caprichada. Veja no “Leia Mais” os convidados já confirmados.   A cobertura dos festivais pelo PublishNews tem o apoio da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

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Lançamentos
Paulo Coelho volta a ser “o rei” do seu mundo com O Aleph
PublishNews - 23/07/2010 - Por Redação

Hoje é um grande dia para os leitores de Paulo Coelho. E um grande para a Sextante também. O Aleph (253 pp., R$ 24,90), primeiro livro do mago em sua nova casa editorial, já está em todas as livrarias brasileiras - foram distribuídos 200 mil exemplares. O Aleph (veja o hotsite) marca a volta de Paulo Coelho às origens. Num relato pessoal, ele revela como uma grave crise de fé o levou a sair à procura de um caminho de renovação e crescimento espiritual. Para se reaproximar de Deus, ele resolve começar tudo de novo: viajar, experimentar, se reconectar às pessoas e ao mundo. E assim, entre março e julho de 2006, guiado por sinais, visita três continentes – Europa, África e Ásia –, lançando-se em uma jornada através do tempo e do espaço, do passado e do presente, em busca de si mesmo. "A viagem não foi para encontrar a resposta que estava faltando na minha vida, mas para voltar a ser rei do meu mundo. Estou de novo conectado comigo e com o universo mágico à minha volta. É isto que faz a vida interessante: acreditar em tesouros e milagres."

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Mercado
Diálogo maior entre público e escritores produz mais leitores
Valor Econômico - 23/07/2010 - Por Maria da Paz Trefaut

O público leitor brasileiro tem crescido de forma expressiva. Pesquisa do Observatório da Leitura, "Retratos da Leitura no Brasil" indica que dobrou o número de livros lidos por habitante na última década. Parte dessa evolução é creditada à proximidade e ao diálogo entre o público e os escritores, que têm sido fomentados nas pequenas feiras e grandes eventos espalhados pelo país, como a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) e a Bienal do Livro. A Flip, concentrada em apenas cinco dias, é mesmo uma verdadeira festa, que se prolonga noite adentro pelos restaurantes e bares. O custo da Flip 2010 é de R$ 6,3 milhões. Essa verba vem de patrocinadores e parceiros, além de programa de patronos. Já a bienal mantém um estilo de grande feira, onde os estandes das editoras, com seus lançamentos, são tão atrativos como os debates e a programação paralela. Em 2003, quatro meses antes do início da 1ª Flip, os organizadores temiam não reunir público para o evento. Mas 500 pessoas compareceram. Na segunda edição havia 10 mil. Hoje, o festival reúne 20 mil e movimenta indiretamente R$ 4,76 milhões na economia do município. Quatro dias depois do encerramento da Flip, começa outro evento literário. Mais "mega" a cada edição, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo comemora 40 anos. No mundo, apenas dois eventos literários têm dimensão maior: a Feira do Livro de Frankfurt e a Feira Internacional do Livro de Turim. Em 2008 foram 728 mil visitantes. A expectativa deste ano é reunir 350 expositores do Brasil e do exterior, representantes de mais de 900 editoras, que estarão distribuídos numa área de 60 mil m2, no Pavilhão de Exposições do Anhembi. A CBL vai investir mais de R$ 1,5 milhão na bienal.

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Língua e Literatura
Woody Allen: "Nunca existirá algo que substitua o prazer de ler"
Folha de S. Paulo - 23/07/2010 - Por Dave Itzkoff

Com a possível exceção de sua invenção do orgasmatron, Woody Allen não é necessariamente conhecido como um dos primeiros a aderir à tecnologia inovadora. Apesar disso, ele descreveu um salto ousado para dentro do século 21 e gravou edições em audiolivro das quatro coletâneas de ensaios de humor que escreveu entre 1971 e 2007. As leituras feitas por Allen de suas antologias Getting Even, Without Feathers, Mere Anarchy e Side Effects podem ser compradas na Audible.com e no iTunes. No set de seu próximo filme, "Midnight in Paris", Woody Allen respondeu por e-mail a algumas perguntas. Como você se deixou convencer a aderir ao formato do audiolivro? “Fui persuadido em um momento de apatia, quando eu estava convencido de estar com uma doença fatal. Não tenho computador e tenho interesse zero por tecnologia. Muitas pessoas acharam que seria uma ideia simpática que eu lesse minhas histórias, e eu cedi. Imaginei que seria bastante fácil para mim, mas, na verdade, mostrou ser tremendamente difícil. Odiei cada minuto, lamentei ter concordado em fazê-lo. A descoberta que fiz foi que muitíssimas histórias são feitas para funcionar realmente no ouvido da mente e que fazer sua leitura em voz alta diminui sua força. Não é divertido ouvir uma história que na realidade foi feita para ser lida, ou seja, não existe e nunca existirá algo que substitua a leitura”. (New York Times)

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Mercado
O livro não é uma página virada
PublishNews - 23/07/2010 - Por Mônica Cristina Corrêa*

Considerado o sustentáculo maior da cultura, o livro não está livre dos riscos trazidos pelas novas tecnologias ou novas tendências. Em festivais literários e salões que reúnem editores, autores, críticos, leitores e curiosos, o lugar do livro nas sociedades atuais tem sido matéria de amplas discussões, muitas vezes calorosas e poucas vezes conclusivas. Foi justamente para discutir o futuro do livro que o celebrado roteirista e escritor Jean-Claude Carrière recebeu a reportagem do Valor em sua casa, em Paris. Recentemente, ele conversou sobre o futuro do livro e da cultura com o amigo Umberto Eco. O resultado dessas conversas é o recém-lançado Não contem com o fim do livro (Record), organizado por Jean-Philippe de Tonnac (Record). "Saber se o livro vai continuar a existir é questão banal que se responde em três páginas. Mas quisemos definir o livro, saber o que é e o que contém. Além disso, falamos de memória, da transmissão de uma geração a outra. E descobrimos coisas um sobre o outro, gostos, segredos, hábitos, costumes e até perversões", conta Carrière. Ele comenta o sério problema do armazenamento, da memória. "Acompanhei de perto: há 50 anos as bibliotecas tentam guardar os livros, porque os atuais certamente não poderemos ler daqui a 200 anos. O real problema de hoje é a rapidez com que uma técnica substitui a outra." O e-book, que, para ele, lamentavelmente, com sua única forma de leitura, é monótono, ainda tem o inconveniente de durar pouco: "É possível pegar um livro do século XV, mas não poderemos ler um e-book que tenha 15 anos. A técnica de hoje é muito efêmera". (*Mônica Cristina Corrêa é tradutora, doutora em língua e literatura francesa pela USP, tem pós-doutorado em literatura comparada e teoria literária)

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Bibliotecas
Historiadores contra a queima de arquivos
PublishNews - 23/07/2010 - Por Redação

Os profissionais ligados à preservação da história do país estão se mobilizando contra o Projeto de Lei n.º 166, que tramita no Senado Federal. O motivo do descontentamento é o artigo n.º 967, que propõe a destruição de autos judiciais arquivados há mais de cinco anos. Se aprovada, a nova lei reativaria um mecanismo promulgado pelo governo do general Emílio Garrastazu Médici, durante o período da ditadura militar. O Projeto de Lei prevê a preservação dos documentos judiciais somente em duas situações: se a guarda dos mesmos for reclamada por alguém ou se a autoridade jurídica decidir que determinado processo tem valor histórico. Os historiadores e arquivistas argumentam que todo e qualquer documento pode servir de fonte histórica, e que não cabe ao judiciário julgar o “valor” dos autos penais. A Associação Nacional de História (ANPUH) enviou essa semana uma carta ao presidente da casa e autor do projeto, o senador José Sarney, pedindo a reformulação do texto. A luta contra a proposta de lei não se restringe aos profissionais da área: no site da ANPUH é possível acessar um abaixo assinado pela revogação do artigo 967 do projeto. (As informações são da revista História Viva)

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Eventos
Presidenciáveis na Bienal do Livro
Blog do Galeno - 23/07/2010 - Por Galeno Amorim

Dilma Roussef, José Serra e Marina Silva já foram devidamente convocados. A Câmara Brasileira do Livro quer os três na Bienal Internacional do Livro de São Paulo para falar o que pensam sobre as políticas públicas do livro e leitura e também ouvir o que o povo do livro tem a dizer a eles, informa o Blog do Galeno. Em 2006, com o Manifesto do Povo do Livro, a estratégia deu certo. Agora, é repetir a dose e fazer o tema entrar na agenda das eleições presidenciais 2010.

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Mercado
Bolha de livros sobre a crise financeira
Valor Econômico - 23/07/2010 - Por Eliana Cardoso

Não se deixe assustar pelo número de livros publicados nos últimos dois anos sobre a crise financeira. Ora, muito se torna pouco quando examinado com cuidado, pois, como disse Tocqueville, a história é uma galeria de quadros, onde há poucos originais e muitas cópias. Em tantos livros escritos em tão pouco tempo, as repetições são inevitáveis e as novidades, poucas. Vale escolher primeiro os livros que nos farão boa companhia, porque escritos com sabedoria e leveza. Sugiro que comecemos com dois escritores de ficção. Acredite. É isso mesmo: Margaret Atwood, a canadense conhecida dos brasileiros, e o romancista inglês John Lanchester encabeçam nossa lista de leituras. Em Payback - A Dívida e o Lado Sombrio da Riqueza (Rocco, 2009), Margaret se debruça sobre a relação entre devedores e credores, e IOU: Why Everyone Owes Everyone and No One Can Pay (Simon & Schuster, 272 pp., US$ 25), de Lanchester, é síntese clara e espirituosa da crise de 2008. [Assinantes do Valor conferem a lista completa dos livros indicados aqui] (*Eliana Cardoso, economista, passa a escrever semanalmente no Valor)

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Lançamentos
Ganhadora do Nobel propõe biografias hipotéticas
Valor Econômico - 23/07/2010 - Por Márcio Ferrari

Quando a britânica Doris Lessing foi anunciada ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura de 2007, o coro de vaias, puxado pelo crítico americano Harold Bloom, soou bem mais alto do que os aplausos. O espírito do tempo nunca perdoou a escritora - nascida em 1917 na Pérsia (hoje Irã) e criada na Rodésia do Sul (hoje Zimbábue) - por sua adesão à ficção científica, entre o fim dos anos 70 e o início dos 80, pecado ainda mais malvisto por ter vindo misturado com filosofia sufi (ramo místico do islamismo). Alfred e Emily (Companhia das Letras, 272 pp., R$ 49 - Trad.: Beth Vieira e Heloisa Jahn), que ela escreveu perto de completar 90 anos, foi seu primeiro livro publicado depois do Nobel. Ao contrário do que se poderia esperar de um escritor ativo nessa idade (os exemplos são raros), o texto de Doris corre pulsante e fluente, com ânimo raivoso, sem sentimentalismos e inconformado. Mas não teria por que existir se não fosse também compassivo. Afinal, as pessoas de quem a autora fala - Alfred e Emily - são seus pais. Boa parte da obra ficcional de Doris Lessing é autobiográfica. Por que, então, voltar aos assuntos de família? Porque em "Alfred e Emily" a escritora põe em prática uma ideia incomum: contar como teria sido a história de seus pais se não houvesse ocorrido a Primeira Guerra Mundial, que, de certa forma, os destruiu psicologicamente. Essa é a primeira parte do livro. A segunda parte reúne lembranças da vida na Rodésia.

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Mercado
Boas vendas, boas histórias
Valor Econômico - 23/07/2010 - Por Marília de Camargo Cesar

O livreiro Pedro Herz passou férias em Nova York no começo do ano. Como um atento pesquisador em campo, procurou em cafés, nas estações e vagões do metrô por pessoas lendo livros em aparelhos digitais. Em dez dias, garante que encontrou um único leitor usando um Kindle, o hit de vendas da Amazon. "Se o Jeff Bezos diz que está vendendo milhões de e-books, onde estão todos esses leitores? Não gostaram da experiência? Não se deram bem com ela? Você não vê ninguém com esses readers. Ler no papel é mais gostoso." Estávamos no fim de uma refeição composta por elementos triviais - arroz, feijão, couve refogada com bacon, banana à milanesa e farofa - , preparada com rigor e esmero, à mesa de outro símbolo daquilo que a cidade tem de melhor - o D.O.M. Dono da Livraria Cultura, conhecida pela completude sempre renovada de seu imenso repertório de títulos e também por ter transformado a compra de um livro em programa cultural, Herz tem lá suas razões para desconfiar dos e-books. Construiu um bem-sucedido negócio de R$ 270 milhões anuais ancorado numa mercadoria milenar. Mesmo assim, admite que gostou da experiência de leitura num aparelho eletrônico. Aliás, já tem "meia dúzia" em casa. "É uma ferramenta incrível." O primeiro livro eletrônico que leu foi escrito por seu melhor amigo, o psicanalista Contardo Calligaris, obra de ficção ainda inédita.

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Leitura
Distribuição de livros no Ibirapuera
PublishNews - 23/07/2010 - Por Redação

O 25 de julho passou a ser, em 1960, o Dia do Escritor. Por isso, neste domingo, das 9h30 às 17h, serão distribuídas, gratuitamente, obras de Laé de Souza no Parque do Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – São Paulo – SP). O evento é realizado pelo grupo “Projetos de Leitura” em parceria com a Prefeitura Municipal de São Paulo – Secretaria do Verde e Meio Ambiente e contará com a presença do escritor que fará sessão de autógrafo e conversará com os leitores. Em uma tenda em frente à Ponte de Ferro, serão distribuídos 1.500 exemplares dos seguintes livros Nos bastidores do cotidiano, Radar, o cãozinho, Quinho e o seu cãozinho – Um cãozinho especial e o caderno Atividades de Leitura. No “Leia Mais”, informações sobre o projeto.

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Lançamentos
Um olhar literário para a questão ambiental
PublishNews - 23/07/2010 - Por Redação

Como falar sobre aquecimento global para crianças de uma forma simples e compreensível? A escritora Lucia Rosa e o ilustrador Salmo Dansa escolheram um fato desconfortável conhecido por todos – a febre. “Toda criança já teve febre alguma vez na vida, elas conhecem esta sensação de mal estar. O corpo fica desconfortável, dolorido e, principalmente, com a temperatura muito elevada. Minha proposta é levar um olhar literário para as questões ambientais e facilitar ao máximo a transmissão desse conhecimento para os pequenos”, explica a autora. Neste domingo (25), ela lança O planeta está com febre (Zit Editora, 32 pp., R$ 19,90), com prefácio de Carlos Minc, às 16h, na Livraria da Travessa Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, 572 – Ipanema – Rio de Janeiro/RJ. Tel. 21 3205-9002).

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Eventos
Workshop de desenho e caricatura
PublishNews - 23/07/2010 - Por Redação

Amanhã (24), às 11h, Márcio J. Lima ministra um workshop de desenho e caricatura na Livraria Cultura Shopping Villa-Lobos (Av. Nações Unidas, 4777 - Jardim Universidade Pinheiros - São Paulo/SP). Mais à tarde, às 18h, ele dá o mesmo curso na unidade do Bourbon Shopping (Rua Turiassu, 2100 - Perdizes - São Paulo/SP). Márcio começou a desenhar ainda criança. Aos 10, fez seu primeiro curso de desenho e nunca mais parou. Trabalhou alguns anos no almoxarifado de uma empresa e por diversas vezes foi 'emprestado' pela área de marketing para desenhar gibis. Este foi o pontapé para abrir, anos depois, em 2002, sua editora - a Fábrica de Desenhos. Um trabalho de destaque em seu currículo foi sua participação no longa-metragem da Disney, “A princesa e o sapo”.

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Cursos
Laboratório do Escritor na Realejo
PublishNews - 23/07/2010 - Por Redação

Uma dica para os santistas: o novo módulo do Laboratório do Escritor, ministrado pela jornalista e escritora Eliane Pace, terá início no dia 7 de agosto, na Realejo Marechal (Av. Mal. Deodoro, 2 – Gonzaga – Santos/SP. Tel.: 13 3289-4935). O curso tem como objetivo principal fazer com que as pessoas percam o medo de produzir textos. De acordo com Eliana, qualquer um, utilizando-se de técnicas e aprimorando-as consegue escrever. Por meio de aulas teóricas e práticas, será possível desenvolver mecanismos que irão auxiliar o autor neste processo. Durante as aulas, os participantes estudam alguns gêneros literários – crônica, conto, novela, romance e biografia - , debatem textos de autores consagrados e recebem orientação para produção de trabalhos dentro dessas características. O investimento é de R$ 250,00. As aulas acontecem nos dias 07, 14, 21, 28 de agosto e 11, 18 e 25 de setembro, sempre das 15h às 18h. A carga horária é de 21 horas e são apenas 20 vagas.

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Cursos
Curso de contação de histórias na Vila
PublishNews - 23/07/2010 - Por Redação

Destinado a todos aqueles que desejam desenvolver habilidades na arte milenar de contar histórias, o curso oferecido pela Livraria da Vila e ministrado por Diana Beatriz Oliveira terá aulas teóricas e práticas. No programa, técnicas narrativas, diferentes possibilidades vocais, uso de objetos auxiliares, interferências do público e escolha de repertório adequado para cada tipo de ouvinte. Diana é advogada na área de direitos autorais e contadora de histórias profissional desde 2001. Serão oito encontros entre os dias 12 de agosto e 7 de outubro e o valor da inscrição é de R$ 400 com vale-livro de R$ 40. Para se inscrever, clique aqui. As aulas acontecem na Livraria da Vila da Fradique (Rua Fradique Coutinho, 915- Vila Madalena/SP – tel: 11-3814-5811).

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Eventos
Bienal do Paraná confirma mais dois escritores
PublishNews - 23/07/2010 - Por Redação

O amazonense Márcio Souza e a cearense Ana Miranda estarão em Curitiba em outubro para a 1ª Bienal do Livro Paraná. Eles participam no dia 3, às 14h, do Café Literário com o tema “Quando a vida vira ficção”. De acordo com o curador, jornalista e escritor, Rogério Pereira, eles falarão sobre o quanto é comum personagens históricos se transformarem em ficcionais. Em romances, contos e novelas, vida real e ficção se fundem na construção de uma obra híbrida. E quais os limites entre realidade e ficção? Como manter o equilíbrio na criação ficcional? A feira acontece entre os dias 1º e 10 de outubro, no Estação Convention Center, em Curitiba. A expectativa da organização é atrair um público de 200 mil visitantes.

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Lançamentos
Manuscritos e desenhos inéditos de Jung em livro trazido ao Brasil pela Vozes
PublishNews - 23/07/2010 - Por Redação

Obra de C.G. Jung que demorou 16 anos para ser escrita e que deu origem a todos os seus trabalhos chega agora ao Brasil em edição de luxo impressa na Itália. O lançamento aqui acontece no mesmo momento em que o mundo conhece essa obra, antes restrita aos amigos e familiares mais próximos. Foi por exigência contratual e por recomendação da família de Jung que o livro foi impresso por lá. Recomendação essa estendida às outras edições internacionais, já que a obra traz os fac-símiles do caderno do psicólogo e deveriam ter um padrão de edição e impressão. Livro vermelho (Vozes, 404 pp., R$ 408 – Trad. Edgar Orth, Gustavo Barcellos e Gentil Titton), também conhecido como O grande livro devido ao seu formato 30cm x 40cm, conta com um caderno iconográfico que possui imagens do manuscrito original, assim como pinturas feitas pelo próprio Jung . A obra traz ainda fac-símiles do volume caligráfico de Jung ilustrados de próprio punho e que constituem um belíssimo trabalho artístico ligado ao inconsciente e à psicologia arquetípica. Se quiser dar uma olhada, clique aqui. Há também duas imagens na Galeria de fotos.

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Lançamentos
Pepetela é o primeiro autor a ser retratado em nova série da Ateliê
PublishNews - 23/07/2010 - Por Redação

As literaturas africanas despertam interesse cada vez maior no Brasil, especialmente as de língua portuguesa. Mas a bibliografia a respeito ainda é bastante reduzida. Portanto... Pepetela (Ateliê, 392 pp., R$ 49), organizado por Rita Chaves e Tania Macêdo, ambas professoras da USP e destacadas estudiosas da literatura angolana, inaugura uma série de coletâneas sobre autores lusófonos da África. O volume tem cinco partes: a primeira retraça a trajetória do angolano Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, conhecido pelo pseudônimo de Pepetela; a segunda apresenta entrevistas do escritor em que fala de seu país e de sua obra; a terceira recolhe depoimentos de companheiros de ofício e de luta sobre aspectos da personalidade do escritor; a quarta é composta por vários estudos sobre romances e peças feitos por especialistas moçambicanos, portugueses e brasileiros; a última traz uma lista das dissertações de mestrado e teses de doutorado defendidas no Brasil sobre obra do escritor.

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Lançamentos
Mais um título da coleção Comunicação é lançado
PublishNews - 23/07/2010 - Por Redação

Resultado de uma atividade da Compós – Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação –, Pesquisa empírica em comunicação (Paulus, 440 pp., R$ 45) aponta que na comunicação existem inúmeras clivagens na articulação entre o pensamento e a prática e nos papéis atribuídos ao trabalho empírico e à teoria. Organizado por José Luiz Braga, Maria Immacolata Vassallo de Lopes e Luiz Claudio Martino, o livro reúne diversos artigos, todos escritos por profissionais da área, como Lucrécia D’Alessio Ferrara, Roberto Elísio dos Santos e outros. Dividida em três partes, a obra mostra, primeiramente, a preocupação epistemológica que estrutura a relação do pesquisador com a sua prática científica. Na segunda parte, os artigos abordam o atual momento da área, que vem se organizando em torno de grandes questões, de temáticas preferenciais, de macro-objetos os quais permitem ordenar fenômenos com base em problematizações que vão constituindo referências em comum. Por último, o leitor encontrará apontamentos sobre trabalho prático do pesquisador.

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Curiosidades
Hungria bate recorde com livro de 1,4 tonelada
Portal G1 - 23/07/2010 - Por Redação

A Hungria entrou para o Guinness com o maior livro do mundo. A obra feita pelo húngaro Bela Varga, sua mulher e outros 25 voluntários mede 4,18 metros por 3,77 metros, pesa 1.420 quilos e conta com 346 páginas. Para ver a foto do livro gigante, clique aqui.

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